ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Desempenham a função de adjunto adverbial da O.P (Oração Principal).
Quando não reduzidas, serão introduzidas por conjunções adverbiais de mesmo nome das orações, não desempenham função sintática.
Recebem 9 classificações (C6PTF):
1 - Causal
2 - Consecutivas
3 - Condicional
4 - Conformativa
5 - Comparativa
7 - Concessiva
8 - Proporcional
9 - Temporal
10 - Final
Todos esses tipos tirando a concessiva o próprio nome se explica.
1 - CAUSAL
Expressa ideia de causa da O.P.
Principais Conjunções: porque, pois, já que, uma vez que, visto que.
Visto que estudou, foi aprovado (O.P).
O.P: foi aprovado.
O.S.Adv. Causal (Oração Subordinada Adverbial Causal): Visto que estudou.
A locução conjuntiva adverbial causal "visto que" pode ser tocada por qualquer uma das principais conjunções e mantém o sentido, caracterizando ser causal.
A O.P por si só existe pois não depende da adverbial, mas a O.S.Adv. depende da O.P.
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Como não sei brigar, não procuro confusão.
O.P: Não procuro confusão.
O.S.Adv. Causal: Como não sei rezar.
Quando existir uma relação de causa e consequência onde tiver O.S.Adv. Causal a O.P não vai ser classificada como consecutiva pois do contrário não seria O.P mas vai dar uma nítida ideia de consequência.
2 - CONSECUTIVA
Principal Conjunção: Que
Geralmente antecedido por um intensificador na O.P (Tão, Tanto, Tamanho)
Raquel estuda tanto que se esquece dos amigos.
O.P: Raquel estuda tanto.
O.S.Adv. Consecutiva: Que se esquece dos amigos.
Na causal havia uma relação de causa x consequência entre a O.S.Adv. Causal e a O.P agora na consecutiva será o contrário consequência x causa entre a O.S.Adv. Consecutiva e a O.P.
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3 - CONDICIONAL
Expressa uma condição de algo que é tratado na O.P.
Principais Conjunções: se, salvo se, desde que, caso, contanto que.
Contanto que ajude, pode ir à festa.
O.P: Pode ir à festa.
O.S.Adv. Condicional: Contanto que ajude
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A persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.
Persistir é um verbo que está flexionado no infinitivo (não há conjunção).
A persistirem pode ser trocado por "Caso persistam os sintomas, o médico deverá ser consultado".
O.P: O médico deverá ser consultado.
O.S.Adv. Reduzida de Infinitivo: A persistirem os sintomas.
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Será aprovado no concurso, se estudar.
O.P: Será aprovado no concurso
O.S.Adv. Condicional: se estudar
Neste caso o "se" não é conjunção integrante pois não está introduzindo uma O.S.S (Oração Subordinada Substantiva), mas sim O.S.Adv. Condicional.
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4 - CONFORMATIVA
Expressa a ideia de conformidade.
A conjunção "segundo" tem uma peculiaridade, pois se não puder trocar por primeiro, terceiro etc, se pode desconfiar que é uma conjunção e não um numeral.
Principais Conjunções: conforme, segundo, consoante, como.
Conforme prevíamos, todos foram bem.
O.P: Todos foram bem.
O.S.Adv. Conformativa: Conforme prevíamos.
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O jogo foi disputado consoante a imprensa sugerira.
Sugerira está no pretérito mais que perfeito, pois quando você sugeriu algo a imprensa já tinha noticiado a opinião dela, ou seja, ela sugeriu antes de você.
O.P: O jogo foi disputado.
O.S.Adv. Conformativa: Consoante a imprensa sugerira
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5 - COMPARATIVA
Expressa uma ideia de comparação.
Principais Conjunções: como, tal qual, mais do que (pode ser falado mais que sem prejuízo), menos do que (menos que), tanto quanto.
A comparativa tem uma peculiaridade diferente das outras pois quase sempre vem com a omissão do segundo verbo da O.S.Adv., pois ele já foi citado na O.P. Isso é uma figura de linguagem chamada zeugma (termo que já foi citado, sem a necessidade de citar novamente pois passa a estar subentendido no período) que é uma derivação da elipse (omissão de um termo que não faz falta).
O sujeito oculto possui dois sinônimos: sujeito desinencial e sujeito elíptico.
Gabriela anda bem arrumada como todas as Paranaenses. (Aqui foi omitido o anda que está naturalmente deduzido pelo emprego dele na O.P).
Em O.S.Adv., se a oração estiver na ordem direta o emprego da "," é facultativo, mas se estiver na ordem indireta o emprego é obrigatório.
O.P: Gabriela anda bem arrumada.
O.S.Adv. Comparativa: Como todas as Paranaenses.
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6 - CONCESSIVA
Essa não tem muito a ver com o nome que representa, mas recebe este nome pois existe uma quebra de expectativa, ou seja, a O.P te prepara para algo e O.S.Adv quebra a expectativa que você se preparou concedida pela O.S.Adv. Nas orações coordenadas com idéias contrárias são chamadas de O.C.S Adversativas (Oração Coordenada Sindética Adversativa).
Principais Conjunções: embora, ainda que, apesar de, mesmo que (as 3 últimas são locuções conjuntivas).
Nenhuma dessas conjunções pode ser O.C.S. Adversativa, diferente da conjunção "mais" que sempre vai ser O.C.S. Adversativa.
"Ainda que eu ande por um vale da sombra da morte, não temerei mal algum..." (Samo 23)
O.P: Não temerei mal algum...
O.S.Adv. Concessiva: Ainda que eu ande por um vale da sombra da morte.
É concessiva pois é incomum não ter medo andando em um vale da morte, ou seja, idéias antagônicas.
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7 - PROPORCIONAL
Principais Conjunções: a medida que, a proporção que, quanto mais, quanto menos.
A medida que o tempo avança, mais próxima fica a prova.
No período composto acima a medida que o tempo vai passando a prova vai ficando mais próxima, então isso dá uma ideia de proporção.
O.P: Mais próxima fica a prova.
O.S.Adv. Proporcional: A medida que o tempo avança.
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8 - TEMPORAL
Expressa ideia de tempo.
Principais Conjunções: quando, assim que, tão logo, mal, desde que.
Mau com "l" além de ser o antônimo de bem pode ser conjunção temporal, portanto neste caso não pode ser trocado por bem.
Mal o resultado foi revelado, os alunos fizeram recurso.
O.P: Os alunos fizeram recurso.
O.S.Adv. Temporal: Mal o resultado foi revelado.
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"Quando acabou nosso romance, o meu mundo desabou..." (Revelação)
O.P: O meu mundo desabou...
O.S.Adv. Temporal: Quando acabou nosso romance.
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Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser comunicado.
Ao persistirem pode ser trocado por "Quando persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado".
O.P: O médico deverá ser comunicado
O.S.Adv. Temporal Reduzida de Infinitivo: Ao persistirem os sintomas.
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9 - FINAL
Expressa finalidade da O.P.
Principais Conjunções: a fim de, para que, porque.
Chegue mais perto porque eu o ouço melhor.
O.P: Chegue mais perto.
O.S.Adv. Final: Porque eu o ouço melhor.
O porque geralmente gera uma certa dúvida se é final mesmo, então é bom trocar por uma outra conjunção mais comum para ver como fica o sentido a fim de garantir que expressa finalidade.
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A fim de passar no concurso, não frequentava lugares ruins.
O.P: Não frequentava lugares ruins.
O.S.Adv Final: A fim de passar no concurso.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
RESUMO SOBRE O EMPREGO DO PRONOME CUJO, CUJA, CUJOS E CUJAS
Sempre são pronomes relativos e se referem a um termo antecedente, mas concorda com o termo posterior o qual faz concordância em gênero e número. Obrigatoriamente vai introduzir O.S.A (Oração Subordinada Adjetiva).
Outra peculiaridade é que sempre estão colocados entre dois substantivos e o substantivo posterior a ele não admite artigo (cujos os, cuja a, cujo o, cujas as) pois o próprio cujo já tem embutido dentro dele o artigo.
A cidade / cuja população é feliz / chama-se São Paulo.
O.P (oração principal): A cidade chama-se São Paulo.
O.S.A: Cuja população é feliz.
Como cujo sempre substitui um termo com preposição e estabelece uma relação de posse entre o substantivo anterior e o posterior (para Bechara sempre funciona como adjunto adnominal, embora outros gramáticos discordo disso). Então lendo a oração de trás para frente fica:
A população da cidade é feliz. Como neste caso expressa posso então é adjunto adnominal.
Voltando na O.S.A e analisando-a:
É: V. L (Verbo de Ligação).
População: Núcleo do Sujeito.
Feliz: Predicativo do Sujeito.
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O homem / cuja mágoa se apossa do coração / é triste.
O.P: O homem é triste.
O.S.A: Cuja mágoa se apossa do coração.
Lendo de trás para frente:
A mágoa do homem se apossa do coração. Novamente expressa posse, então é adjunto adnominal.
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Um caso que não expressa posse:
O livro / cuja leitura terminei / é ruim.
O.P: O livro é ruim.
O.S.A: Cuja leitura terminei.
Analisando a O.P:
O livro: S.S (Sujeito Simples)
É: V.L.
Ruim: Predicativo do Sujeito.
Analisando a O.S.A para determinar a função sintática do cuja lendo de trás para frente:
A leitura do livro terminei.
Leitura é um substantivo abstrato e o livro é lido, portanto exerce uma postura passiva em relação ao substantivo e por isso a função é de complemento nominal. Lembrar que alguns autores não admitem isso e tratam como adjunto adnominal.
Outra peculiaridade é que sempre estão colocados entre dois substantivos e o substantivo posterior a ele não admite artigo (cujos os, cuja a, cujo o, cujas as) pois o próprio cujo já tem embutido dentro dele o artigo.
A cidade / cuja população é feliz / chama-se São Paulo.
O.P (oração principal): A cidade chama-se São Paulo.
O.S.A: Cuja população é feliz.
Como cujo sempre substitui um termo com preposição e estabelece uma relação de posse entre o substantivo anterior e o posterior (para Bechara sempre funciona como adjunto adnominal, embora outros gramáticos discordo disso). Então lendo a oração de trás para frente fica:
A população da cidade é feliz. Como neste caso expressa posso então é adjunto adnominal.
Voltando na O.S.A e analisando-a:
É: V. L (Verbo de Ligação).
População: Núcleo do Sujeito.
Feliz: Predicativo do Sujeito.
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O homem / cuja mágoa se apossa do coração / é triste.
O.P: O homem é triste.
O.S.A: Cuja mágoa se apossa do coração.
Lendo de trás para frente:
A mágoa do homem se apossa do coração. Novamente expressa posse, então é adjunto adnominal.
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Um caso que não expressa posse:
O livro / cuja leitura terminei / é ruim.
O.P: O livro é ruim.
O.S.A: Cuja leitura terminei.
Analisando a O.P:
É: V.L.
Ruim: Predicativo do Sujeito.
Analisando a O.S.A para determinar a função sintática do cuja lendo de trás para frente:
A leitura do livro terminei.
Leitura é um substantivo abstrato e o livro é lido, portanto exerce uma postura passiva em relação ao substantivo e por isso a função é de complemento nominal. Lembrar que alguns autores não admitem isso e tratam como adjunto adnominal.
RESUMO DE FUNÇÕES SINTÁTICAS DOS PRONOMES RELATIVOS
Para resolver questões do tipo:
Comprei o carro que você viu na concessionária.
É necessário identificar o pronome relativo na oração, em seguida trocar por o qual:
Comprei o carro o qual você viu na concessionária.
Pois ao trocar por um pronome que você julga ser relativo por o qual e mantiver o sentido como no exemplo acima, de fato é pronome relativo. Depois disso, isole a oração que o pronome relativo faz parte:
o qual você viu na concessionária.
Se tiver pronome relativo então sempre vai ser uma O.S.A (Oração Subordinada Adjetiva), portanto ela é subordinada a uma O.P (Oração Principal):
Comprei o carro.
O pronome relativo é um termo vicário, ou seja, sempre vai fazer referência a um termo que já foi citado e que está na O.P. No exemplo acima ele faz referência ao termo carro.
Um macete é trocar este termo na O.S.A ficando:
o carro que você viu na concessionária.
Neste ponto, para analisar a função sintática do pronome relativo, devemos esquecer a O.P e analisar o contexto criado com o substantivo carro nesta oração como se fosse um período simples, dizendo qual sua função:
O verbo da oração é viu e quem viu foi você S.S (sujeito simples do verbo ver). A pergunta natural que surge é: você viu o quê? logo o verbo ver é V.T.D (Verbo Transitivo Direto), ou seja, quem vê, vê algo e neste contexto é: você viu o carro, que exerce a função sintática de O.D (Objeto Direto).
É bom lembrar que o "que" quando conjunção não exerce função sintática, porém quando funciona como pronome relativo vai ter função sintática justamente pelo fato de pronomes exercerem os mais diversos tipos de funções sintáticas.
Uma dúvida que surge é se a função do pronome relativo sempre exerce a mesma do termo que ele substitui. A resposta é não. Coincidentemente no exemplo acima sim, pois se analisar ela ficaria assim:
Comprei o carro.
Quem comprou foi eu S.O (Sujeito Oculto), o verbo é comprar V.T.D e o carro O.D.
Mas deve-se sempre analisar as orações separadamente como se um período simples fosse.
As orações abaixo mostram isso:
O carro de que você gosta saiu de linha.
substituindo fica (Sempre com a preposição):
O carro (S.S) / do qual você gosta (O.S.A) / saiu de linha.
A O.S.A acaba no gosta pois quem gosta é você e quem saiu de linha foi o carro que é sujeito do verbo sair, isso significa dizer que abriu-se a O.P e colocou-se a O.S.A no meio.
Na oração acima o que faz referência ao nome carro, logo ficaria:
Do carro [O.I (Objeto Indireto)] você (S.S) gosta [V.T.I (Verbo Transitivo Indireto)].
Então o que exerce a função sintática de O.I, diferentemente do termo que ele substitui que exerce a função de S.S na O.P.
De linha exerce a função de Adjunto Adverbial de Lugar.
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Apresente-me o diretor de quem você falou.
Substituindo:
Apresente-me o diretor (O.P) / do qual você falou (O.S.A).
Analisando a O.S.A isoladamente:
Do diretor (O.I) você (S.S) falou (V.T.I).
Analisando a O.P:
Apresente-me o diretor.
Apresente está no imperativo da terceira pessoa do singular [que eu apresente, que tu apresentes, (que você apresente, apresente você)] e o Sujeito está Oculto.
A pergunta que se faz para o verbo é apresente quem ou o que a quem, logo apresente é V.T.D.I (verbo transitivo direto e indireto).
O diretor é O.D.
Me O.I (quem apresenta, apresenta alguém ou algo a alguma pessoa, por exemplo: apresente o diretor ao Julio).
Repare que na O.P diretor é O.D e na O.S.A é O.I.
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Conheci o professor que proferiu a palestra.
Substituindo:
Conheci o professor (O.P) / o qual proferiu a palestra (O.S.A).
Analisando a O.S.A isoladamente:
O professor (S.S) proferiu (V.T.D) a palestra (O.D).
Analisando a O.P:
Conheci o professor:
Conheci é VTD e o Sujeito é Oculto.
O professor é O.D.
Para resolver questões do tipo:
Comprei o carro que você viu na concessionária.
É necessário identificar o pronome relativo na oração, em seguida trocar por o qual:
Comprei o carro o qual você viu na concessionária.
Pois ao trocar por um pronome que você julga ser relativo por o qual e mantiver o sentido como no exemplo acima, de fato é pronome relativo. Depois disso, isole a oração que o pronome relativo faz parte:
o qual você viu na concessionária.
Se tiver pronome relativo então sempre vai ser uma O.S.A (Oração Subordinada Adjetiva), portanto ela é subordinada a uma O.P (Oração Principal):
Comprei o carro.
O pronome relativo é um termo vicário, ou seja, sempre vai fazer referência a um termo que já foi citado e que está na O.P. No exemplo acima ele faz referência ao termo carro.
Um macete é trocar este termo na O.S.A ficando:
o carro que você viu na concessionária.
Neste ponto, para analisar a função sintática do pronome relativo, devemos esquecer a O.P e analisar o contexto criado com o substantivo carro nesta oração como se fosse um período simples, dizendo qual sua função:
O verbo da oração é viu e quem viu foi você S.S (sujeito simples do verbo ver). A pergunta natural que surge é: você viu o quê? logo o verbo ver é V.T.D (Verbo Transitivo Direto), ou seja, quem vê, vê algo e neste contexto é: você viu o carro, que exerce a função sintática de O.D (Objeto Direto).
É bom lembrar que o "que" quando conjunção não exerce função sintática, porém quando funciona como pronome relativo vai ter função sintática justamente pelo fato de pronomes exercerem os mais diversos tipos de funções sintáticas.
Uma dúvida que surge é se a função do pronome relativo sempre exerce a mesma do termo que ele substitui. A resposta é não. Coincidentemente no exemplo acima sim, pois se analisar ela ficaria assim:
Comprei o carro.
Quem comprou foi eu S.O (Sujeito Oculto), o verbo é comprar V.T.D e o carro O.D.
Mas deve-se sempre analisar as orações separadamente como se um período simples fosse.
As orações abaixo mostram isso:
O carro de que você gosta saiu de linha.
substituindo fica (Sempre com a preposição):
O carro (S.S) / do qual você gosta (O.S.A) / saiu de linha.
A O.S.A acaba no gosta pois quem gosta é você e quem saiu de linha foi o carro que é sujeito do verbo sair, isso significa dizer que abriu-se a O.P e colocou-se a O.S.A no meio.
Na oração acima o que faz referência ao nome carro, logo ficaria:
Do carro [O.I (Objeto Indireto)] você (S.S) gosta [V.T.I (Verbo Transitivo Indireto)].
Então o que exerce a função sintática de O.I, diferentemente do termo que ele substitui que exerce a função de S.S na O.P.
De linha exerce a função de Adjunto Adverbial de Lugar.
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Apresente-me o diretor de quem você falou.
Substituindo:
Apresente-me o diretor (O.P) / do qual você falou (O.S.A).
Analisando a O.S.A isoladamente:
Do diretor (O.I) você (S.S) falou (V.T.I).
Analisando a O.P:
Apresente-me o diretor.
Apresente está no imperativo da terceira pessoa do singular [que eu apresente, que tu apresentes, (que você apresente, apresente você)] e o Sujeito está Oculto.
A pergunta que se faz para o verbo é apresente quem ou o que a quem, logo apresente é V.T.D.I (verbo transitivo direto e indireto).
O diretor é O.D.
Me O.I (quem apresenta, apresenta alguém ou algo a alguma pessoa, por exemplo: apresente o diretor ao Julio).
Repare que na O.P diretor é O.D e na O.S.A é O.I.
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Conheci o professor que proferiu a palestra.
Substituindo:
Conheci o professor (O.P) / o qual proferiu a palestra (O.S.A).
Analisando a O.S.A isoladamente:
O professor (S.S) proferiu (V.T.D) a palestra (O.D).
Analisando a O.P:
Conheci o professor:
Conheci é VTD e o Sujeito é Oculto.
O professor é O.D.
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