Outra peculiaridade é que sempre estão colocados entre dois substantivos e o substantivo posterior a ele não admite artigo (cujos os, cuja a, cujo o, cujas as) pois o próprio cujo já tem embutido dentro dele o artigo.
A cidade / cuja população é feliz / chama-se São Paulo.
O.P (oração principal): A cidade chama-se São Paulo.
O.S.A: Cuja população é feliz.
Como cujo sempre substitui um termo com preposição e estabelece uma relação de posse entre o substantivo anterior e o posterior (para Bechara sempre funciona como adjunto adnominal, embora outros gramáticos discordo disso). Então lendo a oração de trás para frente fica:
A população da cidade é feliz. Como neste caso expressa posso então é adjunto adnominal.
Voltando na O.S.A e analisando-a:
É: V. L (Verbo de Ligação).
População: Núcleo do Sujeito.
Feliz: Predicativo do Sujeito.
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O homem / cuja mágoa se apossa do coração / é triste.
O.P: O homem é triste.
O.S.A: Cuja mágoa se apossa do coração.
Lendo de trás para frente:
A mágoa do homem se apossa do coração. Novamente expressa posse, então é adjunto adnominal.
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Um caso que não expressa posse:
O livro / cuja leitura terminei / é ruim.
O.P: O livro é ruim.
O.S.A: Cuja leitura terminei.
Analisando a O.P:
É: V.L.
Ruim: Predicativo do Sujeito.
Analisando a O.S.A para determinar a função sintática do cuja lendo de trás para frente:
A leitura do livro terminei.
Leitura é um substantivo abstrato e o livro é lido, portanto exerce uma postura passiva em relação ao substantivo e por isso a função é de complemento nominal. Lembrar que alguns autores não admitem isso e tratam como adjunto adnominal.
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